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Uma pequena estória....



"Não existem palavras suficientes para descrever o que sou, o quem sou, apenas desconheço a verdade sobre a minha origem. Então não se preocupe, ao decorrer dessa estoria você me conhecerá ou terá opinião própria sobre mim".



     
Homem perfeito




Capitulo 1



T
udo começa quando duas pessoas nessa estória se encontram por obra do acaso, ou seria destino?
As duas aparentemente não tem nada a ver, uma com o outro, (clichê das estórias de romance) mas que se completam de uma maneira que não se consegue explicar.

Depois de ficarem presos no elevador de sua empresa Milo decidiu que a mulher que viera tratar de negócios em sua empresa devia ser legitimada como sua esposa.
Não era pra ser nada romântico, mas a pobre e boba mulher era sonhadora demais, apesar de ser uma profissional de sucesso em seu ramo, ela ignorava o simples detalhe que Milo queria apenas uma mulher pra sua pose social no momento uma boa imagem familiar e também por que lhe dava boas vistas a seu circulo de negócios.

 Uma simples esposa de conveniência.

Ao contrario ela casara-se por se apaixonar por aquele homem alto, atraente e forte, tanto físico, mas como também em espirito. Emanava dele proteção e segurança a qualquer mulher que estivesse ao seu lado.
Foi inevitável não cair em seus encantos de BAD BOY. Em menos de um mês estavam casados e vivendo juntos numa bela casa, em Roma.
Mas aquela vida de casal era marcada pelo o modo de vida rotineiro. Causava curiosidade alheia, por não haver demonstrações publicas de afeto e carinho entre eles. Pareciam mais dois executivos sem qualquer vinculo. E as pessoas do escritório não poupavam nos cochichos e murmúrios maldosos.

Trabalhavam juntos agora, e sua esposa continuava a trabalhar, mas agora Ele era o seu chefe. E não tinha o menor problema de saber que sua mulher sabia onde ele estava.














Aproveitava o domingo num bar bebendo cerveja com os amigos. Uma ocasião raríssima, pois as oportunidades para fazer isso eram chances quase nulas no seu ramo intenso de trabalho. Relaxar e beber com os amigos. Sua vida era o trabalho desde os dezesseis anos. Assistir o seu time acabar de perder a liga dos campeões. 4x1. A maior goleada do campeonato. Um vexame. Estava chocado, pra não dizer abatido afinal de contas, apesar de toda a boa campanha que vinha fazendo durante toda a temporada. Os seus amigos, alguns que torciam, para o time adversário; tirava o sarro dele, fazendo piadas depreciativas, enquanto de cara amarrada tentava digerir aquela derrota.

Voltou pra casa, empertigado. O prédio em que morava era equipado e sofisticado no mais alto padrão de luxo. Aquecimento solar. Sistema de segurança de alta qualidade e modernizado de acordo com suas necessidades tirando o fato da decoração altamente sentimental da parte de Ada. Ele não quis dizer a ela porque definitivamente não se importava nenhum pouco com aquela decoração. E ele era proprietário do prédio residencial, podia fazer o que quiser.                                            
 Era tarde. Entrou na penumbra do quarto, e o abajur do lado de Ada aceso, mostrava seu rosto adormecido e o corpo atraente que ele tanto apreciava. Por isso ele esquecera os bons modos e puxou-a pra ele, atordoada ela tentou se soltar dos braços que a prendiam e de quem perturbava o seu sono. Ele a beijou com força no começo, apenas pra depois ela corresponder com olhos fechados e deixando que ele aliviasse a tensão e o estresse com que ele a procurava na cama. Quando ele se sentiu satisfeito, deitou-se ao seu lado.
Afagou seus cabelos, o seu cheiro de xampu. Gostava do seu cheiro doce. Pensou naquele casamento. Estavam brigados há dois dias, E isso causava um atrito, pois ele perdia em grande parte eventos às vezes muito bobo, mas que deveria ser importantes pra eles compartilharem juntos; como passeios no parque, saírem nos finais de semanas. Reuniões, e encontros com família dele, a dela estava distante.

Na verdade toda aquela lista de coisas supérfluas considerava uma grande perda de tempo, da qual ele poderia aproveitar ganhando mais dinheiro.
Olhou para mesinha e a moldura da foto dos dois, e praguejou por ter esquecido o aniversario de casamento. Foi por isso que não entendera seu pedido que não demorasse, pois planejava algo especial. Devia ser esse motivo por que ela vestia um conjunto provocante sob o robe. Talvez estivesse disposta a fazer as pazes aquela noite, mas já não ia saber. Ela dormia e sabia que ela mal correspondera as suas investidas, quando a beijara ele sentira o gosto de vinho. Talvez tivesse bebido antes de dormir. Mas ele não dissera pra espera-lo. Foi até a cozinha, empertigado, não se preocupou em pôr um robe. Encontrando uma garrafa de agua.

 Ele não lhe comprara nada. Mas sabia que ela não ligava pra presentes quando zangada.
Na manhã seguinte fora trabalhar sem esperar por ela, mesmo sempre irem juntos. Ada gostava de dirigir às vezes na sua motocicleta. Odiava o transito das grandes cidades, por isso não pegava engarrafamento de moto.  E o grande mistério, como ela conseguia dirigi uma motocicleta por toda a cidade e não amarrotar o seus deliciosos conjuntos de linho?
 Assistiu uma reunião pela manhã e trabalhou focado esperando por Ada que não chegou cedo, apenas apareceu na parte da tarde, mas agia de forma tão fria e polidamente com que o tratava sempre no escritório.
E os horários dos dias seguintes de ambos pareciam está sempre desencontrados e impossíveis de conciliar. Até finalmente numa tarde quente no escritório, ele tomou coragem pra encurrala-la entre ele e a mesa. Forçada a olhar em seus olhos.
Ada não resistiu aos olhos verdes penetrantes e sérios de seu amado e arrogante marido. Ele não aprenderia a pedi desculpas direito, uma vez na vida sem que a arrastasse para uma torrente sexual todas às vezes?
  Levados a um êxtase quase sempre, um punhado de palavras que não lhe soavam muito sinceras, e pra evitar mais eventualidades, discussões e guerras frias silenciosas, fingia concordar em perdoa-lo sem maiores tumultos E iam vivendo assim de acordo com as regras estranhas de seu marido de nunca falar sobre sentimentos, ou demonstrar emoções. Afinal de contas havia a barreira da língua, o idioma não era o mesmo. Ela o aprendera com muito esforço pelo o bem de seu trabalho, Diretora de RP, o inglês era uma língua precisa e necessária no mundo dos negócios, e em se casar com Milo.
 Acabara por ter que aprender o idioma italiano, e mesmo aprendendo seu marido se recusava em dividir com ela aspectos mais profundos dos seus sentimentos. Ela respeitava, mas já eram três anos de casamento totalmente vazio em relação emocional, era apenas físico e ela começava a se preocupar e se cansar, esperava que ele mudasse, mas os homens... Não se deve esperar nada de um homem que seja positivo ao que uma mulher quer.
Quando eles terminaram Milo não deixou que ela abotoasse seus botões, ele mesmo fez esse gesto, beijando cada pedacinho de pele que ia sendo escondido pelos tecidos.
 Usou a sua língua nativa, o italiano pra pedir desculpas, disse que amava e sentia muito em esquecer o aniversario de casamento em inglês. E repetiu seu pedido de desculpas, num deficiente português.
Ela sorriu mordendo o lábio, não esperava por isso, beijou-o com amor e loucura, pois a sinceridade dele estava em seus olhos mesmo que estivesse atento ao telefone e ao computador logo em seguida a beija-la. Os negócios eram sagrados. E precisava de toda a sua paciência pra não ficar irritada.
Voltou a trabalhar, mas quando o escritório fechou a noite, mais tarde ele fez questão de leva-la num lugar agradável no centro movimentado da maravilhosa e romântica Itália. Talvez compensa-la com um jantar romântico pelo esquecido aniversario. Ele podia convencê-la sabia disso. Nos negócios era persistente, frio, confiante e até vezes, cruel. Era atraente e quente, às vezes a fazia rir, era forte e capaz, ligeiramente malicioso, tinha uma aura de perigo, o nariz fino, maçãs altas, lábios formados e delineados, cabelos negros um tanto compridos e desgrenhados demais. Tinha pele lisa, cor de mel; e os olhos negros. Profundos e misteriosos.
Fazia lembra-la do dia de seu casamento. Uma cerimonia simples e rápida, logo terminada numa pequena hotelaria toscana, ficando por 72h num quarto vendo o sol nascer e se pôr enquanto apreciava os prazeres do amor. Apesar de ela nunca ter imaginado casar de forma tão rápida e tão pouco planejada, sem familiares de nenhum dos dois, e testemunhas andantes que ele arranjara na frente do cartório. Mas logo a realidade era voltada ao trabalho. E assim três anos iam ao currículo daquele casamento e as respostas às perguntas que precisava escutar nunca foram ditas.
Milo sempre dirigia em silencio pelas noites da Itália, mesmo com motoristas grosseiros. E na verdade Ada se acostumara aquele silencio, pois tinha tempo pra pensar em si mesma, se questionar sobre a vida. Se realmente era feliz. E principalmente imaginar no que ele poderia está pensando, na verdade ela sabia no que ele estava pensando. Sua vida era totalmente do trabalho, talvez não existisse nada mais importante que isso, nem mesmo ela.
 Não podia exigir isso dele.
Sua nacionalidade era brasileira, havia nascido e crescido no país conhecido pelo o seu futebol, suas belezas naturais, suas praias, sua música. Formara-se no Brasil e sem muitas perspectivas surpreendeu-se com uma incrível sorte do destino. Ganhara uma viagem pra Inglaterra como premio de uma famosa rede de bebidas, e com surpresa a terra da rainha lhe trouxe muita boa sorte e as oportunidades apareceram, e o que era uma semana transformou-se em uma visita permanente. Onde começou como secretária numa empresa pequena de publicidade, e com se os méritos foram promovidos para o cargo de diretora de relações publicas INTERNACIONAIS. E tudo em menos de dois anos. Nunca poderia está tão feliz. Nunca, nunca em toda a sua adolescência sombria e incerta imaginou que poderia ir tão longe e num país tão longe de casa. Quando poderia imaginar que fosse ter talento pra lidar com pessoas, quando fora a pessoa mais tímida desde a infância e adolescência. E fora responsável por pessoas importantes que contavam com a boa imagem. Depois se mudou para Itália realizando assim um sonho. Aprendera italiano ainda na escola; poucas palavras que foram aperfeiçoadas com trabalho. Montou seu próprio escritório e com seu bom trabalho foi capaz de consegui grandes contratos com pessoas bastante importantíssimas, e a sua agencia ficaria bastante recomendada.
Nunca tivera aulas de francês, e teve que afiar o seu inglês graças às boas contas que conseguia. Teve que reaprender coisa como boas maneiras que suas irmãs pentelhavam que ela aprendesse.

Não tinha amigos na cidade. Não era festeira tão pouco se envolvia levianamente com alguém a serio. O medo e ousadia nunca foram seus melhores amigos. Até Milo acontecer.


Conhecera-o casualmente por meio do trabalho numa consultoria pra uma atriz americana, a sua reunião fora adiada com atriz em cima da hora, por isso estava irritada quando acionou o elevador de um restaurante badalado da cidade de Londres, e um homem alto bem-vestido em um terno italiano bem cortado, entrara e mal se olharam, pois ele também não parecia melhor que ela. Apenas quando o elevador enguiçou e a luz acabou quando finalmente os dois soltaram impropérios e alguma coisa aconteceu. O magnetismo sexual mexeu com seus nervos e cérebros de tal maneira que não conseguiam tirar um ao outro da cabeça. Tanto que dois dias depois se encontravam num almoço num restaurante bem reservado pra se conhecerem de maneira agradável. E por mais atraída que estivesse por ele, Milo não foi nada fácil de controlar quando constantemente com seus beijos ardentes, tentava leva-la além dos jantares e palavras ditas em tom rouco. Escolheu esperar aquele mês inteiro pra se entregar a ele. Não era uma mulher careta, como todos pensaria. Não costumava dividir sua intimidade com ninguém, não era seguro. Uma lição que aprendera na adolescência para não esquecer.
Ada só apenas esperava a pessoa certa, e julgava que Milo era esse homem merecedor de sua castidade.

-Eu sinto muito Ângelo, por você e por sua sobrinha. Mas se veio até aqui por que precise da minha ajuda, eu fico muito feliz que pensou em mim, mas eu não estou no ramo. A minha agencia tem sido representada agora por minha amiga, que é uma excelente profissional.
-Mas creio que não tanto quanto você. - acrescentou com um sorriso amável. Ela correspondeu.
–Sua sobrinha Estefani precisa de apoio no momento, e talvez não seja apenas uma solução livra-la das enrascadas da mídia, mas sim, de uma ajuda pra que ela esbarrar com seus sentimentos, coisas desse tipo se parecem com um desabafo e extravasar de emoções que deve está sentindo com a perda dos pais.
Ada era muito sensível com os sentimentos das pessoas, totalmente o oposto do marido. Que não se importava em machucar e esmagar qualquer coisa que ousasse contraria-lo ou cruzasse na sua frente.
Talvez os olhos marejados de seu último antigo cliente ao falar da sobrinha, quando saiu do escritório de Ada não fosse o que lhe abalou, mas foi perceber em suas próprias palavras como se sentia. Ela sentia falta de casa, da família. O seu país, suas tradições. E estava muito, muito cansada. Por mais que amasse Roma, sua casa ali, do seu trabalho e do marido. As coisas não pareciam mais como antes, talvez fosse crise daquele casamento que estivesse lhe dando tanta dor de cabeça e acabava pensando em voltar pra casa, para o Brasil. Não era fugir do problema. Talvez uns dias de férias ajudassem. Vinha se esforçando mais do que o normal. Reuniões desgastantes, almoços importantes, jantares inadiáveis. E tinha que ficar o tempo todo ao lado de Milo pra que nada saísse do planejado, zelando pra que tudo estivesse em ordem e andamento perfeito. Desde um simples contrato multibilionário a uma gravata e abotoaduras bem colocadas em Milo. Sempre perfeitamente impecável, ele agradecia em tom irônico por ter uma esposa muito atenciosa, e seca ela respondia que quando estavam fora de casa, ela não passavam de sua assistente pessoal, relações publicas e principal via de negócios pra ele. Uma funcionaria dedicada e nada mais. Era somente sua esposa em casa. E lá era estritamente proibido discutir trabalho, regras dela, apesar dele passar horas trancado no escritório sem que ela interferisse.
Então quando a noite não podia resistir a ela, tomava-a de uma maneira que fazia sua alma transbordar de alegria e satisfação. E a saciedade não era alcançada com apenas uma vez. E ela se questionava se podia alguém morrer de prazer algum dia. Pois Milo era incansável, insaciável. Arquejava e gritava a noite inteira o quanto o queria e amava. Ouvia os seus gemidos agoniados e os sussurros eróticos dele em sua orelha.
E ela tornava a pronúncia mais acentuada, as palavras sussurradas com entonação mais doce na sua língua nativa, o português. Coisas que ele não entendia. Mas que seu corpo conhecia o significado.
E tudo era lento... Demorado... Agonizante... Perfeito.
Disso não tinha do que reclamar. Mas o que vinha a seguir na manhã seguinte se transformava em frustração. A indiferença com que a tratava era torturante, lhe deixava um gosto amargo na boca.

Entretanto não existe a receita para o homem perfeito, nem mesmo arranjando a fada madrinha dos contos da cinderela, nem pedindo ao seu santo de devoção.
 Ada sabia disso, pois admitia em seu intimo que por mais defeitos que Milo tivesse e olha que era um bocado, devia agradecer ao homem maravilhoso que havia encontrado pra compartilhar de uma vida juntos.
Era um homem devotado ao trabalho e ela sabia disso desde o inicio, pois ela também valorizava seu trabalho da maneira que fazia. E mesmos os inúmeros eventos que tinha que ir ao seu lado, sorrir até que seu maxilar doesse em nome do trabalho, ela fazia. Um homem importante que trata de negócios sempre tem a sua esposa ao lado era normal e somando o fato que também era sua assistente pessoal.  Enfrentando com bom humor as piadas dos amigos mais íntimos de Milo que ele não poderia se queixar que podia dormir com sua funcionaria, pois sua esposa não iria reclamar.  

Mas fazer amor não é o mesmo que estar apaixonado. Era apenas sexo. Um ótimo sexo que compartilhava com Milo, mas não reclamava.  Pois era sua. Era isso que ela queria ser sempre. Não reclamava por não toca-la com frequência quando estavam no trabalho ou em casa, não pedia abraços carinhosos. Mas ainda sim esperava pelo o seu calor à noite quando cobria seu corpo com o seu, deixava o calor e o gosto nos seus lábios, suas mãos que mapeavam seu corpo. Sem palavras, sussurros quentes. Quente e explosivo.
 Era uma mulher satisfeita fisicamente, mas havia uma parte em si que sentia uma solidão, vazio, como se estivesse faltando algo em seu intimo.
Aquela manhã de sábado se deliciou ao olha-lo longamente enquanto ele saia do banho, ainda com os cabelos lavados e com apenas uma tolha que mal lhe cobria as pernas. Era um homem adorável era uma expressão muito equivocada, seu porte glorioso, alto, cabelos escuros, tinha uma atitude guerreira e selvagem quando vestia um terno italiano impecável tanto quanto não usava quase nada como agora, apenas uma toalha. Tinha uma boca linda, um queixo firme e quadrado e os olhos... Ah, olhos. Perdia-se com frequência e Ainda podia babar, quando não se dava conta.
E principalmente quando havia um sexo ao acordar, onde ele sempre considerava um dos maiores prazeres da vida. Ficava relaxado e de bom humor.
Ele de repente a olhou com aquela expressão de habitual arrogância quando sabia que era admirado.
-Gosta do que ver? – sorriu de modo sexy.
-Não é de se jogar fora. – provocou ela. E ainda pode ouvi-lo dizer em sua língua: ­NON POSSO CI CREDERE. Não posso acreditar.
Ele tirou a toalha de modo que ela mordesse o lábio, tentada pela visão dele ao caminhar em sua direção. Riu quando ele num movimento tanto elegante quanto felino a prendeu pelos braços na cabeceira da cama e beijava-lhe com devida tortura, Milo tinha muita outra qualidade na habilidade de pensar e agir como um predador.
-Detesto como você se comporta. – disse ela quando ele deu uma trégua. Entre um beijo e outro ele zombou: - isso parte o meu coração. Continuou em sua “tortura” até os levasse um agonizante ápice.
 Como sempre, experimentou a dureza daquele corpo masculino depois do amor, aquela incrível e delirante parede de musculo acima do seu corpo pequeno e frágil comparado ao seu.

Um temperamento irascível quando se trata em ser contrariado por pessoas.
Tem um humor péssimo pela manhã quando não fazia amor.
É arrogante.
Sofre de um mal sem cura chamado narcisismo.
Não aceita palavras no imperativo e nunca soube o que é um não.
Cheira a orgulho.
Feroz pra consegui o que deseja.
Raramente ia pra cama duas vezes com a mesma mulher. Mas justamente com a última mulher que dormiu acabou se casando e não conseguido sair mais de sua cama.

-Mas alguma coisa para acrescentar nesse rascunho? – zombou divertido ao aperta-la em seus braços enquanto ela fazia uma lista intitulada pequenos defeitinhos Cavalieri’ s quase de modo arrogante todas as qualidades do seu marido. Enquanto demoravam na cama. Era domingo, o único dia em que Milo se permitia não trabalhar pra ficar o dia inteiro na cama com ela.
-Não sei, acho que estou esquecendo-se de algo mais. Pode me ajudar a lembrar. – disse enquanto tentava escapar e ao mesmo tempo ficar em seus braços.
-Hm. – cheirou seu pescoço e mordicou sua pele, fazendo suspirar. – que tal um deus do sesso? FAR l amore com ti Você ainda não colocou a minha qualidade de enlouquecê-la na cama, tirando essa pose de senhora mandona.
Ela riu. Os lábios de Milo capturaram os dela em um beijo profundo. Sem pressa, explorou os contornos, boca macia com ponta da língua até que ela gemesse e entreabrisse ainda mais os lábios para a doce invasão. Mordeu o seu lábio inferior pra provoca-lo ao dizer, - Você só pensa nisso?
-Só quando estou perto de você, e quando está longe de mim também. Você é importante pra mim.
Correspondeu aos beijos e caricias dele, e ansiava que aquela declaração fosse o mais perto do dizer “eu te amo”.
Como ainda era cedo da manhã continuavam ali, com apenas o lençol a cobri-los da nudez, mas em segundos ela descartou essa barreira, e os seus dedos em torno de seu intimo. A respiração acelerar com caricia em movimentos ritmados que foram crescendo de intensidade até ouvi-lo suplicar em italiano.
-Per favore, cara, non me torture.
Ela sorriu com os lábios quentes, um sorriso sensual e nada tímido.
-Quer que faça mais rápido? – indagou com a voz rouca.
-Sabe o que quero. Cara mia.
Empurrou na cama, se inclinou sobre ele, apoiando o peso nas pernas e nos braços. Traçou uma linha de fogo com beijos ardentes sobre o abdômen definido, suscitando um leve tremor toda vez que seus lábios entravam em contato com a pele quente. As mãos dele se fecharam em torno dos lençóis, à medida que ela se aproximava da sua rigidez quente e pulsante. Ada mordiscou-o e deslizou a língua por toda a sua extensão. E Então o envolveu em sua boca. Não havia nada melhor em vê-lo estremecer de desejo por ela como fazia naquele momento. Os olhos enevoados de desejo se encontravam focados nela.
Estava dedicada a tarefa de fazê-lo sentir imenso prazer. Deslizando a língua por toda a sua anatomia em uma caricia suave o suficiente pra fazê-lo arquear as costas. Ela repetiu o movimento, com auxilio dos dedos e fazer com mais avidez.
O corpo dele se sacudia por um intenso tremor ao mesmo tempo em que suas mãos fechavam os cabelos dela. Ada se deleitava com a reação dele. Sua respiração ficou intensa e depois tornou pesada, convulsionando em um redemoinho de sensações com gemidos baixos e roucos.



continua.... 

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